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Pra todas as outras coisas, existe o Tabajara Card...

Quantos euros levar pra viagem?

 

Sempre me perguntam quanto dinheiro levar pra uma viagem pela França.

A resposta é muito simples: ça dépend!

É muito difícil saber quantos euros vamos gastar por dia. Isso depende muito do estilo de viagem (e de pão-duragem) de cada pessoa. Sem contar a hospedagem, enquanto um mais econômico que anda a pé e come sanduíche vai se virar com menos de 30€ por dia, um turista que quer mais conforto vai achar que 150€ é pouco.

Pra vocês terem uma ideia, aqui vai uma lista dos valores médios dos preços das coisas aqui na França.

Não se esqueçam de um detalhe: isso é uma média! Nas grandes cidades mais turísticas como Paris e Nice, tudo costuma ser mais caro, enquanto que nas cidades pequenas do interior da França (como Dijon!) os preços saem mais em conta.

 

Quanto custa mais ou menos :

 

Uma passagem de metrô/ônibus no centro: 1,20€

Uma  corrida de táxi do aeroporto Charles de Gaulle pra Paris: 65€

Uma refeição de fast-food/sanduíche: 8€

Um almoço num bistrô/brasserie: 15€

Um almoço num restaurante bonzinho: 30€

Um almoço num restaurante bom e chique: a partir de 60€ – o céu é o limite!

Obs: o jantar sempre sai mais caro que o almoço…

Um copo de vinho “verre au vin”: 4€

Uma garrafinha de água mineral (ou um refri) comprada numa máquina: 2€

Um copo de cerveja/chopp: 3€

Entrada em museus, castelos, etc: 10€ (os preços variam muito, informe-se antes!)

Um croissant simples na padaria: 1€

Um café expresso num bar: 2€

Um sorvete de casquinha: 3€

Um litro de gasolina: 1,60€ a 2€ ou mais se for abastecer numa auto-estrada

 

Pra todas as outras coisas, existe o Tabajara Card...

Não se esqueçam que isso é só uma faixa de preços que são praticados atualmente. Claro que tudo é muito relativo e depende da localização. Se você se sentar num café engana-turista, pode ter certeza que vão te cobrar 4€ por um expresso…

 

Como fazer pra evitar esse tipo de roubada?

Sinceramente? É impossível. Mesmo com muita experiência às vezes você não tem escolha e acaba se encontrando num lugar que está obviamente dando aquela facada básica só porque você é turista. Faz raiva, mas isso é parte de toda viagem.

A vantagem em relação ao Brasil, onde muitas vezes os preços são negociados de acordo com a cara do freguês, é que aqui pelo menos os preços devem estar escritos num lugar visível e todos os outros turistas estão sendo tão roubados como você. O importante é não deixar esse tipo de coisa estragar seu passeio.

 

Dinheiro ou cartão de crédito?

Sem sombra de dúvidas, cartão de crédito! Aqui os cartões são aceitos em qualquer lugar, até pra valores pequenos. É mais seguro e a taxa de câmbio muitas vezes é mais favorável. Traga só o necessário pra compras miúdas (o sorvete ou o cartão postal) e programe as despesas maiores (compras, hospedagem, alimentação) só no cartão mesmo.

 

 

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Fast food sem tropeços: como evitar o mico na hora de fazer um pedido em francês

Como nem mesmo na França só de foie gras e restaurante chique é feita uma viagem (snif…), no comecinho do blog eu publiquei um post sobre como fazer um pedido no Mc Dô em francês sem passar aperto. Mas quando estive em Paris na semana passada, lembrei de algo ainda melhor pra quem quer evitar o mico: as máquinas automáticas (bornes) de fazer pedido e furar fila que existem no Mc Donald’s e no Quick (um tipo de Mc Donald’s francês). É isso aqui ó:

 

 

Essa foto eu tirei no Quick do Champs-Elysées, mas praticamente todas as lanchonetes agora têm essa opção. O funcionamento é bem simples: é só ir selecionando na tela o seu pedido, e no fim pagar com o cartão ali na máquina mesmo. Atenção, essa opção só existe para pagamento com cartão de crédito! Pra quem não se arrisca nada – rien de rien – com o francês, também é possível colocar as opções em inglês. Depois é só pegar o ticket e ir buscar seu pedido no caixa dedicado a isso quando chamarem seu número.

Sei que no Mc Donald’s que fica no subsolo de uma das galeries do Champs-Elysées por exemplo também tem essas bornes.

 

La frite, c'est chic!

 

Outra vantagem: seu pedido assim sai muito mais rápido! Depois é só curtir :) Bon appétit!

 

Cobacana: uma empresa que resolve tudo pra você em Paris

*COF, COF* Lá vou eu tirando a poeira do blog… o pobrezinho estava meio às moscas nesses últimos dias, mas não se preocupem, não o abandonei! Estive (e ainda estou) ocupadíssima com meus novos alunos, dando aulas intensivas de inglês durante as férias escolares. Enquanto uns viajam, eu trabalho… c’est la vie!

Mas como este blog é feito para os sortudos que viajam, mas que andam tão ocupados quanto eu, vamos falar do que interessa: alguém que vai resolver todos seus problemas em Paris.

Esta pessoa é minha amiga da época da faculdade Maria Fernanda, carioca radicada em Paris que acabou de criar a Cobacana, uma empresa especializada em fazer tudo o que você não sabe ou não quer ter o trabalho de fazer.

Se precisar de alguém para carregar suas sacolas de compras, para descolar uma balada legal, organizar um evento ou passeio especial, encontrar uma babá, um curso de culinária ou de gastronomia… é só falar que ela toma conta de tudo pra você.

Vale a pena dar uma olhada no site da Cobacana: www.cobacana.com. É só dizer que vieram por indicação minha para receber um atendimento preferencial! :)

 

Outras opções para usar seu celular na Europa: Sim Goal e Max Roam

Queria compartilhar com quem está em busca de informações sobre ligações no exterior os achados do Cássio, que andou pesquisando muito sobre o assunto. Ele publicou um comentário bem interessante nesse post sobre as empresas Sim Goal e Max Roam:

“Outras opções interessantes que acabei encontrando em minhas pesquisas são “chips” ou “sim cards” com os quais se pode falar em muitos países. A quem interessar, seguem os links para consulta: http://www.simgoal.com.br (este parece ser mais fácil e rápido para quem está no Brasil) e http://www.maxroam.com (pelo que vi em comentários, demora em torno de 30 a 40 dias para o chip chegar). Ambos os casos se referem a chips pré-pagos que permitem realizar e receber ligações e enviar e receber SMS em diversos países. Pelo que me recordo, um minuto de ligação da França para o Brasil custa, no simgoal, US$ 1,10. Os dois sites apresentam tabelas claras dos valores das ligações e SMS. Sobre transferência de dados, para os mais “informatizados” é preciso consultar os sites.”

A informação é ótima, mas nunca usei esses serviços, portanto não tenho nada útil a acrescentar à sugestão do Cássio. Se alguém que já tenha utilizado quiser dar um feedback, é mais do que bem vindo! :)

 

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O jeito mais barato de telefonar da França para o Brasil

Hoje nos comentários de um outro post sobre os chips de celular pré-pagos na França, o Cássio fez uma pergunta pertinente: quanto custa uma ligação para o Brasil?

Há tempos que não me preocupava com o assunto, já que posso telefonar de graça para o Brasil com minha linha de telefone fixo. Um dia explico como ;)

Mas antes de ter essa possibilidade, nos longos anos de namoro à distância quando eu ainda estava no Brasil e meu chéri na França, ele usava um sistema que não era gratuito, mas que custa baratíssimo: o Coucoutel.

O funcionamento é simples: você liga para uma central telefônica automática, pagando tarifa de ligação local, e eles transferem seu chamado para o número no Brasil.

Por exemplo, ficou com saudade da mãe no hotel de noite, em vez de pagar uma tarifa exorbitante para ligação pro exterior, você vai pagar ao hotel simplesmente o preço de uma ligação local se ligar para um fixo, ou 0,15€ por minuto se ligar para um celular.

Também é possível usar o Coucoutel a partir de um telefone celular francês (como La Poste Mobile, por exemplo), mas o tempo de comunicação também será descontado dos seus créditos.

O número da central está no site da Coucoutel, mas pra quem não entendeu direito, aqui vai o passo-a-passo. Não precisa ficar com medo, é tudo automático e você não vai ter que falar em francês com ninguém.

 

COMO LIGAR

1. Disque o número do Coucoutel.  Veja abaixo qual número usar. O número do Coucoutel varia de acordo com o caso (se é fixo-fixo, celular-fixo, fixo-celular…)

2. Espere a gravação terminar de falar o blá blá blá. Só então, quando der linha de novo, digite 00 + CÓDIGO PAÍS (55) + CÓDIGO DE ÁREA (DDD) + NÚMERO DE TELEFONE + #

Exemplo de uma ligação pra São Paulo: 00 55 11 2255 6699 #

Não esqueça o jogo da velha! #

3. Mate a saudade da mãe.

 

OS NÚMEROS DO COUCOUTEL

Fixo na França pra Fixo no Brasil (preço de tarifa local): 0811 313 313 ou 0811 65 30 40 (só um funciona, o jeito é tentar os dois).

Fixo na França para Celular no Brasil (0,15€/min): 0826 855 855 ou 0826 10 66 66 (idem)

Celular na França para Fixo no Brasil (uso dos créditos do celular em tarifa local): 0811 65 30 40

Celular na França para Celular no Brasil (0,15€/min + créditos do celular em tarifa local): 0826 10 66 66

 

Alô, mãe? Você não vai acreditar. O presidente aqui da França é a minha cara!

 

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Como andar de trem na França

Morzim, dêxa di sê jacu, junta os trem que lá vem a coisa.

A França tem uma malha ferroviária ótima e um dos melhores sistemas de trem não só da Europa, mas do mundo. E não estou falando isso só porque meu chéri trabalha na SNCF, eu acho mesmo.

Viajar de TGV (ou trem bala), além de ser uma experiência ótima, é mais fácil que roubar croissant de criancinha. Tudo bem que pra quem nunca andou de trem pode ser um pouco intimidante, mas você conseguiu pegar o avião pra chegar até a França, não foi? Andar de trem é ainda mais fácil.

Mas se mesmo assim ainda está um pouco ressabiado, confira aqui as dicas em passo-a-passo. Et voilà!

Essas dicas são válidas para os TGVs franceses, mas de uma maneira geral, pra andar de trem na Europa inteira você vai fazer exatamente a mesma coisa. Só que com muito menos uh-la-lá.

 

Antes de embarcar no trem

 

Não se esqueça de carimbar seu bilhete no composteur!

A primeira etapa – e a mais importante – é carimbar seu bilhete em um “composteur“, uma dessas maquininhas amarelas que tem pra todo lado nas estações. Não esqueça de fazer isso, pois se o cobrador passar e você não tiver validado sua passagem, você vai ter que pagar multa mesmo tendo comprado tudo certinho.

Depois é preciso localizar a plataforma (voie) do seu trem. É só procurar no painel “trains au départ” pra ver. Mas tem uma sutileza:  se você está indo de Paris para o interior, é melhor procurar no painel o número do trem, e não o nome da cidade.

Por exemplo, um trem Paris-Dijon às vezes tem como ponto final Lausanne, na Suíça. Se eu procurar Dijon no painel, nunca vou achar, porque é Lausanne que vai estar escrito como destino. No sentido interior-Paris é mais fácil, já que Paris é o ponto final de todos os trens. Já percebeu que nenhum trem atravessa Paris?

A plataforma aparece no painel 20 minutos antes da saída do trem.

O painel de saída dos trens. Fique de olho no número do seu.

Embarcando

Assim que aparecer a plataforma, dirija-se até lá. Não espere o último minuto, pois às vezes os trens são muito compridos e se você estiver na ponta, vai ter que andar bem um quilômetro até poder entrar.

Este é o número do vagão, ou voiture.

Olhe na sua passagem qual o número do vagão (voiture) e do assento. Atenção, o 1 e o 2 bem grandes pintados no trem não são o número do vagão, mas a classe. Você tem que procurar numa plaquinha pequena ao lado da porta. Geralmente os vagões 1, 2 e 3 são da primeira classe, e os demais da segunda.

Se seu trem ainda não estiver na plataforma, você já pode “adivinhar” onde seu vagão vai parar. Reparou que ao longo da plataforma existem várias placas com letras enfileiradas? Esses são os “repères“. É só olhar no painel da plataforma qual “repère” corresponde ao seu vagão, depois esperar debaixo da placa da letra correspondente.

É melhor fazer isso cedo, porque nos trens os lugares para as malas são de quem chegar primeiro. Você vai ter que se virar com a própria bagagem, não tem nenhum funcionário pra despachar nem te ajudar a carregar nada. Se você estiver viajando com uma mala pequena, dá pra colocar no compartimento acima dos assentos, senão você vai ter que deixar sua mala no lugar destinado a isso, perto da porta de entrada do trem.

 

Durante a viagem

Agora é só relaxar e aproveitar a paisagem. Perceba que apesar de existir muita gente sem noção, os franceses costumam respeitar o silêncio dentro do trem, principalmente na primeira classe. Se não quiser levar um pito, converse discretamente e coloque o celular em modo silencioso. Perto dos lugares onde ficam as malas existem espaços próprios pra falar no telefone.

Ô povo desanimado. Ninguém vai começar um pagode?

Em caso de controle, diga “Bonjour, Monsieur” para o cobrador e mostre tudo o que tiver, até exame de urina se ele pedir. Tem uns que são muito chatos, outros simpáticos. Em caso de problema, eles falam o mínimo necessário de inglês. Mas depois de ler este post você não vai ter nenhum problema, n’est-ce pas?

Outra dica: se houver paradas intermediárias antes do seu destino, tome cuidado com as malas que você deixou na entrada. Tem gente que usa corrente com cadeado para prender tudo, mas uma simples olhada em quem está descendo e subindo deve ser suficiente, principalmente se você não renega a nacionalidade brasileira e está viajando com 5 malas de 40 quilos. Pelo menos dificulta o malandro sair correndo com suas preciosas muambas debaixo do braço.

Se pelo contrário seu destino não for o ponto final, fique atento pra não perder sua parada. Eles geralmente anunciam cada estação no alto-falante, mas saiba que o TGV é um meio de transporte altamente soporífero, com aquele silêncio, aquele balançar bem de levinho, aquele zunido ao longe, pela janela vem a montanha, a vaquinha, o carneirinho, mais um carneirinho, outro carneirinho… zzzzzzz… zzzzzzzzzzz… hein?