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Ilhas do Frioul e Château d’If em Marselha

Um dia na minha vida eu comecei a ler “Le Comte de Monte-Cristo” (original em francês, s’il vous plaît!). Acho que foi um dos livros mais viciantes (além dos 3 mosqueteiros e do Harry Potter) que eu já li na minha vida. Esse livro meio que estragou uma viagem com o Chéri que deveria ser romântica e tal, porque fiquei com o nariz tão enfiado no livro que não queria nem dar assunto pra ele. Ou seja, HOUVE RECLAMAÇÃO!! Algo raro para um francês. #sóquenão.

Mas… sou fã incondicional de Alexandre Dumas, Jules Verne e todos esses tipos de livro de aventura que quando você começa a ler não consegue mais parar, então acho que no fim das contas ele está se resignando a ser devidamente ignorado.

Château d’If

Tudo isso para explicar que na última vez que fomos a Marselha, não pude deixar de ir visitar o Château d’If, lugar onde Edmond Dantès, nosso querido conde, ficou preso 14 anos. Gente, que emoção!!! Parecia que eu estava vivendo ali mesmo, naquele instante, a história que eu curti tanto; parecia que os personagens por quem eu vibrei, chorei, me emocionei, estavam tomando vida. O mesmo sentimento louco, a mesma emoção estranha que eu senti quando vi o túmulo do Henry VIII em Windsor, por exemplo. Alguém me entende???

Algo inexplicável, mas enfim… mesmo que você não seja fã de Dumas, acho que esse passeio de barco vale muito a pena. A primeira parada é na ilha do Château d’If e o destino final é o arquipélago do Frioul (Îles du Frioul), onde se pode pegar várias praias super bonitas, com água rasa e sem ondas, boa para crianças.

 

Fomos no passeio de uma empresa chamada Frioul-If Express (não sei se tem outra). Os barcos saem do Vieux Port de Marseille (o antigo porto do centro da cidade) e você pode comprar o ingresso lá na hora como a gente fez. Mas acho uma boa ideia comprar com antecedência pra garantir, porque costuma ser bem lotado, principalmente na alta temporada em julho e agosto. Confira no site do Frioul-If Express.

 

 

Só tem um detalhe: fomos com a Elisa bem pequenininha, com apenas dois meses e meio, e o acesso depois que você desce do barco nesses lugares é meio complicado pra quem está viajando com criança pequena ou bebê.

Primeiro: No Château d’If era impossível subir a escadaria com carrinho, e como ficar carregando bebê no colo nesse tipo de passeio é osso, nosso amigo marselhês que já tinha visitado várias vezes o lugar se prontificou a ficar esperando no embarcadouro com ela. Visitamos bem rapidinho e voltamos. Mas foi válido demais! Nessa ilha só tem isso pra ver e tem que pagar pra entrar, mas eu gostei muito.

Segundo: Chegando no Frioul, o porto tem até uma estrutura mais legal, tipo uma cidadezinha, mas pra chegar nas praias ou você vai ter que ir a pé ou pegar aqueles trenzinhos de turista. O problema novamente foi que era complicado entrar no trenzinho com o carrinho da Elisa. Nosso anfitrião falou que a praia era só maisoumenasmente longe, então lá fomos nós a pé, eu e mais dois gringos e meio (o Rafael conta só como meio, pois é meio brasileiro 😅) andando num sol escaldante, empurrando carrinho de bebê, num calor digno do Rio de Janeiro, por algo que me pareceu uns trinta quilômetros mas que deve ter sido … bem longe. Não faço a menor ideia da distância, mas quando você fica correndo atrás do marido e do filho gritando infinitas vezes: “COBRE O CARRINHO AÍ QUE A MENINA TÁ TOMANDO SOL! – COLOCA O BONÉ! – VOCÊ ESQUECEU DE PASSAR PROTETOR SOLAR NA ORELHA! – NÃO, AINDA NÃO CHEGAMOS!” qualquer distância parece interminável.

Enfim, chegando lá, o lugar valeu a pena, porque é muito bonito e tudo mais. Mas confesso que fiquei com vontade de dar uns toques na dona do boteco que tinha lá e sugerir que ela fizesse um estágio em Porto Seguro ou algo assim pra dar um upgrade no negócio dela. Itens que necessitam melhorias:

  • Fora com o sanduíche de presunto no pão mole. Substituir por camarãozinho frito (mandioca frita ou queijinho coalho também vale)
  • Substituir Coca-Cola quente por Guaraná bem geladinho
  • O mais importante: proporcionar uma SOMBRA para o pessoal que não levou guarda-sol. O que ocorreu foi que eu fiquei a maior parte do tempo escondendo do sol com a Elisa atrás de um banheiro público fedido (obviamente a sombra estava do lado que dava de frente pra lixeira, não pro mar) enquanto o Chéri olhava o Rafael brincar na água. Aêêêêê vida de mãe!

Confiram aqui a galeria de fotos. Aceito elogios porque deu o maior trabalho pra fazer essa desgrama dar uns slides do jeito que eu queria, mas o resultado ficou parecendo até coisa marromeno, não??

Saindo do Vieux Port de Marseille:

Primeira parada: ilha do Château d’If

Segunda parada: arquipélago do Frioul

 

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