Os mais belos vilarejos franceses

Placa que indica a chegada em um dos mais belos vilarejos franceses. C’est très joli!

Estão vendo essa foto aí em cima?? Eu tirei na beira da estrada, chegando em Gordes, na Provence. Você talvez já tenha visto, por acaso ou não, uma placa igual a esta em outros lugares. Mas o que isso quer dizer?

A resposta mais óbvia é:  isso quer dizer que a cidade na qual você está chegando é simplesmente uma das mais bonitas da França. Élémentaire, mon cher Watson.

Mas essa plaquinha não é qualquer incauto que chega lá e resolve fincar (tipo o prefeito da cidade que quer que todos os turistas gastem seu dim-dim por lá). Pra ter o direito de fazer isso, a cidade tem que ser aceita no clube dos “Les Plus Beaux Villages de France“: o vilarejo candidato tem que passar por uma longa fase de seleção e respeitar critérios de beleza e qualidade muito rígidos. Tipo um concurso de Miss, só que para cidadezinhas lindinhas e pitorescas!

Alguns dos critérios são, por exemplo, não ter mais de 2.000 habitantes e ter pelo menos dois lugares ou monumentos tombados no patrimônio histórico, cultural ou arquitetural. Depois tem que respeitar mais 27 outras exigências de qualidade relacionadas ao turismo, sendo que a mais importante delas é ter sido mencionado no Viajar na França……. (tá bom, nessa aí nem eu acreditei 😂😂)

Eu vi uma reportagem na TV mostrando como é difícil não só receber, mas manter esse selo de qualidade. Vira e mexe o pessoal vai lá inspecionar cada detalhe, e se não estiver tudo per-fei-to a cidade não pode entrar no clube, ou risca ser excluída. Tinha uma cidade (não lembro mais qual) que não foi aceita porque tinha um poste e uma espécie de galpão ou oficina mecânica enfeiando a paisagem e atrapalhando o panorama de quem ia tirar foto do alto de um mirante. Seu Instagram agradece.

Ou seja, se você estiver em dúvida de onde ir, um bom ponto de partida é incluir as cidades do “Les Plus Beaux Villages de France” no seu roteiro. Só não se esqueça que todas elas são vilarejos lindíssimos e charmosos mas pequenininhos, então o acesso mais prático vai ter que ser de carro mesmo pois muitas não tem estação de trem. Esses lugares são ideais para se visitar em um dia ou servir de base para dormir (muitos têm acomodações bem charmosas), mas você não vai ter assunto para passar uma semana só lá…

Também há um guia específico (em inglês ou francês) e um mapa rodoviário que indicam todos os beaux villages. Acho o mapa particularmente útil, pois é um mapa rodoviário da Michelin (a maior referência francesa) normal, só que as cidades que fazem parte do catálogo estão indicadas por um símbolo. Isso é uma mão na roda (sem trocadilhos!) na hora de montar um roteiro de carro!

Você também pode consultar o site do “Les Plus Beaux Villages de France” pra pesquisar mais sobre as cidades que te interessam.

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Ilhas do Frioul e Château d’If em Marselha

Um dia na minha vida eu comecei a ler “Le Comte de Monte-Cristo” (original em francês, s’il vous plaît!). Acho que foi um dos livros mais viciantes (além dos 3 mosqueteiros e do Harry Potter) que eu já li na minha vida. Esse livro meio que estragou uma viagem com o Chéri que deveria ser romântica e tal, porque fiquei com o nariz tão enfiado no livro que não queria nem dar assunto pra ele. Ou seja, HOUVE RECLAMAÇÃO!! Algo raro para um francês. #sóquenão.

Mas… sou fã incondicional de Alexandre Dumas, Jules Verne e todos esses tipos de livro de aventura que quando você começa a ler não consegue mais parar, então acho que no fim das contas ele está se resignando a ser devidamente ignorado.

Château d’If

Tudo isso para explicar que na última vez que fomos a Marselha, não pude deixar de ir visitar o Château d’If, lugar onde Edmond Dantès, nosso querido conde, ficou preso 14 anos. Gente, que emoção!!! Parecia que eu estava vivendo ali mesmo, naquele instante, a história que eu curti tanto; parecia que os personagens por quem eu vibrei, chorei, me emocionei, estavam tomando vida. O mesmo sentimento louco, a mesma emoção estranha que eu senti quando vi o túmulo do Henry VIII em Windsor, por exemplo. Alguém me entende???

Algo inexplicável, mas enfim… mesmo que você não seja fã de Dumas, acho que esse passeio de barco vale muito a pena. A primeira parada é na ilha do Château d’If e o destino final é o arquipélago do Frioul (Îles du Frioul), onde se pode pegar várias praias super bonitas, com água rasa e sem ondas, boa para crianças.

 

Fomos no passeio de uma empresa chamada Frioul-If Express (não sei se tem outra). Os barcos saem do Vieux Port de Marseille (o antigo porto do centro da cidade) e você pode comprar o ingresso lá na hora como a gente fez. Mas acho uma boa ideia comprar com antecedência pra garantir, porque costuma ser bem lotado, principalmente na alta temporada em julho e agosto. Confira no site do Frioul-If Express.

 

 

Só tem um detalhe: fomos com a Elisa bem pequenininha, com apenas dois meses e meio, e o acesso depois que você desce do barco nesses lugares é meio complicado pra quem está viajando com criança pequena ou bebê.

Primeiro: No Château d’If era impossível subir a escadaria com carrinho, e como ficar carregando bebê no colo nesse tipo de passeio é osso, nosso amigo marselhês que já tinha visitado várias vezes o lugar se prontificou a ficar esperando no embarcadouro com ela. Visitamos bem rapidinho e voltamos. Mas foi válido demais! Nessa ilha só tem isso pra ver e tem que pagar pra entrar, mas eu gostei muito.

Segundo: Chegando no Frioul, o porto tem até uma estrutura mais legal, tipo uma cidadezinha, mas pra chegar nas praias ou você vai ter que ir a pé ou pegar aqueles trenzinhos de turista. O problema novamente foi que era complicado entrar no trenzinho com o carrinho da Elisa. Nosso anfitrião falou que a praia era só maisoumenasmente longe, então lá fomos nós a pé, eu e mais dois gringos e meio (o Rafael conta só como meio, pois é meio brasileiro 😅) andando num sol escaldante, empurrando carrinho de bebê, num calor digno do Rio de Janeiro, por algo que me pareceu uns trinta quilômetros mas que deve ter sido … bem longe. Não faço a menor ideia da distância, mas quando você fica correndo atrás do marido e do filho gritando infinitas vezes: “COBRE O CARRINHO AÍ QUE A MENINA TÁ TOMANDO SOL! – COLOCA O BONÉ! – VOCÊ ESQUECEU DE PASSAR PROTETOR SOLAR NA ORELHA! – NÃO, AINDA NÃO CHEGAMOS!” qualquer distância parece interminável.

Enfim, chegando lá, o lugar valeu a pena, porque é muito bonito e tudo mais. Mas confesso que fiquei com vontade de dar uns toques na dona do boteco que tinha lá e sugerir que ela fizesse um estágio em Porto Seguro ou algo assim pra dar um upgrade no negócio dela. Itens que necessitam melhorias:

  • Fora com o sanduíche de presunto no pão mole. Substituir por camarãozinho frito (mandioca frita ou queijinho coalho também vale)
  • Substituir Coca-Cola quente por Guaraná bem geladinho
  • O mais importante: proporcionar uma SOMBRA para o pessoal que não levou guarda-sol. O que ocorreu foi que eu fiquei a maior parte do tempo escondendo do sol com a Elisa atrás de um banheiro público fedido (obviamente a sombra estava do lado que dava de frente pra lixeira, não pro mar) enquanto o Chéri olhava o Rafael brincar na água. Aêêêêê vida de mãe!

Confiram aqui a galeria de fotos. Aceito elogios porque deu o maior trabalho pra fazer essa desgrama dar uns slides do jeito que eu queria, mas o resultado ficou parecendo até coisa marromeno, não??

Saindo do Vieux Port de Marseille:

Primeira parada: ilha do Château d’If

Segunda parada: arquipélago do Frioul

 

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Lille: passeios e atrações

Este é outro post perdido que encontrei no fundo do baú dos rascunhos:  tinha escrito sobre essa viagem a Lille em… pasmem… outubro de 2011!!! 😱😱😱

Como praticamente só falei dos monumentos sem nada muuuuito preciso, acho que o post não deve estar tão defasado (a não ser que os prédios históricos tenham criado perninhas… sabe-se lá!) então lá vai ele aí.

Caso esteja procurado ideias de passeios mais atualizadas, confira aqui alguns passeios que você pode reservar em Lille pela Viator.

 

Vieille bourse

O melhor jeito de passear em Lille é caminhar a pé mesmo. Mas se o tempo estiver frio ou chuvoso (o que tem bastante chance de acontecer, foi o nosso caso ontem), a solução é pegar o city tour de Lille de micro ônibus, que dá uma boa volta pelos principais pontos da cidade durante 50 minutos.

O centro histórico da cidade, Vieux Lille, tem ruelas lindas. O legal aqui é sair andando à toa e apreciando a arquitetura flamenga da cidade: aqui você vai ver muitas casinhas lindas de tijolo marrom avermelhado, compridas e estreitas. A Place aux Oignons é pequena e uma gracinha, já a place Général de Gaulle (mais conhecida como Grand’ Place, como a de Bruxelas) é enorme e tem um panorama legal da arquitetura de Lille.

Essa praça é o ponto principal da cidade e é onde que se situa a Vieille Bourse, que é na minha opinião o monumento mais bonito de Lille. Todo dia no pátio da Vieille Bourse tem venda de livros e discos usados, sempre que vou dou uma fuçada. Desta vez encontrei livros infantis por 1€ que nem eram usados!

Bem pertinho ficam a Opéra de Lille e a Chambre de Commerce com seu famoso beffroi (pronuncia-se befruá). Não é possível subir lá em cima, se quiser uma vista panorâmica da cidade, o melhor é ir no beffroi do Hôtel de Ville, que é patrimônio da Unesco e que oferece uma vista linda pra quem chega no alto.

Confira aqui a galeria de fotos:

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Começam hoje os “soldes”, as promoções de inverno na França

Hoje é quarta-feira, dia de alegria… dia de ir às compras!!

Se você vai estar na França por esses dias, prepare a carteira e espaço na mala pra comprar TUDO O QUE VIER PELA FRENTE!! FRENETICAMENTE!

As promoções de inverno de 2017 em TODAS as lojas francesas começam hoje e vão até dia 21 de fevereiro.

E quem é que tem meses que não compra nada só esperando tudo entrar na promoção pra se jogar nas lojas?? Moi, bien sûr!

Ah, um detalhe: os soldes valem pras lojas on-line também.

Pequena nota cultural: Les soldes d’hiver

“Soldes” é um período de promoções no fim de cada estação. Só que não é tudo pela metade do dobro como essas Black Fridays da vida que andam inventando por aí não. É desconto de verdade mesmo!

Aí tem a versão do inverno (hiver) e do verão (été). Nesse período, que sempre começa numa quarta-feira, a cada semana tem uma nova “démarque“: quer dizer que os preços vão abaixando progressivamente, chegando muitas vezes a até 80% de desconto! 😱

 

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Que roupas de frio vestir para viajar no inverno europeu?

Atualizado em janeiro/2017

E aí família, tem alguém aí passando frio??? Nããããão!!

Vai viajar para França no inverno pela primeira vez e está com medo do frio? Faz assim: vai lá na cozinha, abre o freezer e enfia a cabeça dentro. Gostou? É isso aí. O inverno na França costuma ter temperaturas bem abaixo de zero, sendo que o pior do frio acontece entre Dezembro e Fevereiro.

Mas não se espante, pois como diriam os noruegueses, não existe tempo frio, existe roupa inadequada. Vou dar aqui todas as dicas pra você enfrentar o frio como o mais durão dos vikings!

Primeira lição: não se impressione com o termômetro. MAS COMO? -2 GRAUS!! Acredite em mim, o que dá a sensação de frio não é tanto a temperatura baixa, é o vento e a umidade. Portanto, você vai sentir muito mais frio se estiver fazendo 5º com vento e chuva do que -2º com um tempo bonito e seco . O importante então é manter-se seco e ao abrigo do vento.

O segredo para conseguir isso é se vestir em 3 camadas e aquecer as extremidades.

 

PRIMEIRO PASSO: A TÉCNICA DAS 3 CAMADAS

Em Dezembro do ano passado, até o Rafael com 2 meses e meio enfrentou o frio sem reclamar!

A primeira camada

Essa serve para evacuar a transpiração e não te deixar suado por baixo da roupa, o que vai te fazer sentir frio. O melhor é uma camiseta de manga comprida bem justa ao corpo, de um tecido agradável como um algodão mais quentinho (evite tecidos sintéticos). Meninas, nada de blusinha curta, principalmente se a calça for baixa, ok? Look barriguinha de fora é legal em Porto Seguro, no frio da França só serve pra te dar indigestão. Você vai precisar de várias dessas peças durante a viagem, já que provavelmente vai trocar todo dia. As outras camadas podem ser usadas vários dias seguidos (se tudo correr bem e seu desodorante não estiver vencido!). Quem for realmente muito friorenta como eu, pode também usar uma meia-calça grossa por baixo da calça jeans.

  • Em caso de frio muito intenso (temperaturas bem negativas): Pense em acrescentar uma segunda pele. Mas calcule bem o tempo que você vai passar no frio: se você for andar muito na rua, vale a pena. Mas se você for ficar mais tempo em ambientes fechados (visitando museus ou viajando de trem, de metrô ou outros), você vai morrer de calor, e o mais confortável talvez será acelerar o passo e aguentar um pouco o frio, pois na maioria das vezes você não vai ter como tirar a segunda pele pra evitar o calor. Você pode encontrar segunda pele barata em lojas de esporte, na área dedicada ao ski ou à randonnée (trekking).

A segunda camada

Essa é a camada que vai te esquentar. O ideal é uma blusa de lã – pode ser misturado com um pouco de tecido sintético, mas tem que ser lã de verdade. Se você tiver algo de cashmere, ótimo, porque a lã às vezes pinica. Uns dois ou três casacos devem dar conta do recado pra viagem toda.

A terceira camada

Uma “doudoune” da Canada Goose. Só pode ser de pluma de ganso geneticamente modificado pra ser tão cara assim.

A terceira vai bloquear o vento para impedir o calor de sair e o frio de entrar. Ou seja, o ideal é um casaco comprido (tipo trenchcoat, 3/4 ou 7/8) de um tecido que não deixe o vento passar. Pode ser casaco de couro forrado com algo que esquente (tipo pele de carneiro), ou um casaco de lã forrado com um tecido sintético por dentro (como o que eu estou usando na foto). Você vai precisar de apenas um desses, e não fique preocupada em aparecer com a mesma roupa em todas as fotos. Até quem mora aqui tem só um ou dois casacos bons mesmo. Tente variar o look mudando os acessórios, basta um chapéu novo e uma écharpe diferente, e voilà!

  • Em caso de frio muito intenso: a melhor solução mesmo vai ser usar uma doudoune: aquele casaco volumoso que não favorece a silhueta de ninguém mas que não te deixa passar frio. Ele pode ser recheado de plumas (opção mais cara… Sabe o sonho de consumo? Os casacos da Canada Goose… É caro pra caramba, mas com um desses você vai até pro Pólo Norte) ou de alguma coisa sintética mais específica para frios intensos (mais barata, na H&M tem muitos).  A vantagem desse tipo de casaco beeeeeeem quente é que você pode pegar mais leve nas duas primeiras camadas (não usar a segunda pele, ou usar um casaquinho mais leve por exemplo).

Na parte de baixo, uma calça jeans, de veludo ou de um tecido mais quente deve dar conta do recado (mas nada de moleton, além de não esquentar direito, ninguém merece, né?). Saia com meia grossa e bota de cano longo também fica legal, mas saiba que é algo pra ser usado ocasionalmente, quando não vai se passar muito tempo fora. Se o objetivo é ficar passeando na rua o dia todo, é melhor se proteger mesmo pra não ficar correndo de loja em loja pra fugir do frio.

  • Em caso de frio muito intenso: acrescente também a calça da segunda pele (a alguém disse ceroula?) ou uma meia calça grossa por baixo da calça.

Dê preferência também a um sobretudo fácil de colocar e tirar. Evite muitos botões, cintos, pressões, e tudo o que for complicado. A terceira camada, assim como gorro, luvas e écharpe devem ser retirados sempre que você entrar em um lugar aquecido por duas razões: a primeira é que você vai sentir calor e começar a suar debaixo das roupas, o que acaba causando o famoso problema do desodorante vencido (por isso tem gente fedida no metrô até no inverno); a segunda é que ao sair da loja ou do metrô, se a temperatura do seu corpo tiver subido com o calor, o choque térmico vai fazer você sentir ainda mais frio do que quando entrou. Realmente é uma chateação ficar tirando e colocando roupa, por isso escolha um modelo simples.

SEGUNDO PASSO: ESQUENTE A CABEÇA

Como disse acima, é preciso ter cuidado com as extremidades. A maior parte do calor do nosso corpo se evapora pela cabeça, mãos e pés. Então um gorro ou chapéu, luvas e boas meias são indispensáveis!

Para as mulheres há muitas opções de chapéus e boinas super legais e baratos. Aproveite para experimentar um estilo diferente, pois não é no Brasil que você vai poder passear de boina no meio da rua em pleno dia sem parecer ridícula. Quem tem cabelo comprido, melhor ainda, porque pode aproveitar para proteger também as orelhas e o pescoço.

As moufles deixam as mãos bem quentinhas. Parece até coisa de esquimó!

Quanto às mãos, existem duas opções: les gants ou les moufles. A diferença é que gants é uma luva normal, com os 5 dedinhos, e moufle é aquela luva que só separa o dedão dos outros dedos. A escolha vai depender de você: usando moufles a mão fica mais quentinha, mas você vai ter que tirá-las sempre que for enfiar a mão na bolsa ou bater uma foto.

Não esqueça também de proteger o pescoço com um cache-col ou uma écharpe legal. No Brasil a gente chama tudo de cacheol, mas a diferença entre os dois é que o cache-col (esconde-colo) é maior, tipo uma mantinha, já a écharpe é mais comprida e fina, e é o modelo mais usado. Aproveite e vá logo treinando uns jeitos estilosos de usar seus novos acessórios com este vídeo: 25 maneiras de usar uma écharpe

Para os rapazes – e antes que algum engraçadinho pergunte como proteger as outras extremidades – as recomendações são as mesmas.

Para proteger os pés, um simples par de tênis com dois pares de meia (ainda no princípio das 3 camadas – uma meia fina e uma de lã) dá conta do recado se não estiver nevando nem chovendo. As botas de cano longo são lindas, mas nem sempre confortáveis o suficiente para passear em Paris (com certeza você vai andar mais do que cachorro sem dono), e além disso elas não deixam a transpiração sair e os pés logo ficam úmidos e frios. Se o tempo estiver chuvoso, a melhor solução é comprar um tênis tipo trekking impermeável numa loja de artigos esportivos, de preferência com sola anti-derrapante para evitar escorregar nas placas de gelo que se formam no chão (mesmo assim tome cuidado porque o verglas, como é chamado, escorrega mais que sabão).

COMO SE EQUIPAR PARA O FRIO

A principal dica é: não compre NADA no Brasil. Peça alguma roupa emprestada pra cunhada, pro tio ou pro primo, ou viaje com o que puder pra quebrar o galho até chegar numa loja. As coisas no Brasil são muito mais caras e não são adaptadas pro frio daqui (não confie nem em loja tipo “casa do Rio Grande do Sul” – as coisas de lá são boas pro friozinho de Gramado, mas aqui o bicho pega mesmo).

Em qualquer loja na França você pode encontrar acessórios e roupas baratas. É possível encontrar uma boina legal na H&M por 5 euros e um par de luvas de camurça forradas na Promod por uns 15. Um bom casaco pode custar a partir de 80. Olhe na internet onde encontrar essas lojas na cidade em que você for viajar (em Paris tem todas!) e entre sem medo:

Acessórios e roupas femininas: Naf Naf, Promod, Etam, Camaïeu, Pimkie

Acessórios e roupas masculinas: Jules, Celio

Acessórios e roupas unissex: H&M, Zara, Esprit, Galeries Lafayette (esta última tem várias marcas um pouco mais caras)

Artigos esportivos: Decathlon, Go Sport, Intersport

 

OUTRAS DICAS

E a neve? Olha, se você for para Paris, é pouco provável que veja neve. Não é só a temperatura que determina se vai nevar ou não, muitos outros fatores entram em jogo: a altitude, a pressão atmosférica, umidade do ar… Paris está numa região da França pouco propícia para isso. Às vezes até cai um pouquinho de neve, mas ela não ‘pega’, os flocos derretem logo que caem no chão e somem. Não digo com certeza que não vai ter, porque tudo é possível, mas se você estiver indo na França pra ver neve, é melhor ir nos Alpes ou no Jura para não ficar decepcionado.

Também não se esqueça que no inverno os dias são mais curtos. O sol aparece lá pelas 8 da manhã e se põe pelas 5 da tarde. Portanto, organize seu dia em função disso. Muitas cidades no mês de Dezembro fazem uma iluminação de Natal linda (a iluminação dos Champs-Elysées em Paris é de tirar o fôlego!) e às vezes até organizam mercadinhos super bonitos com tema natalino. Informe-se antes de ir e bon voyage!

 

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O Canal de Bourgogne tá congelado!

 

O dia amanheceu gelado (-7ºC) e bonito, então resolvi dar um pulo na parte do Canal de Bourgogne que fica pertinho aqui de casa pra tirar umas fotos.

Qual não foi minha surpresa ao chegar lá e ver que ele estava todo congelado?? 😱

Obviamente, decidi fazer o que qualquer outra pessoa faria no meu lugar.

Patinar no gelo??

Nããããão… sou sem noção mas não a esse ponto, néam?

Besteiras à parte, confiram o vídeo, o cenário estava bem bonito.


O canal congelou!! par viajarnafranca

 

 

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O que fazer na França? Passeios e atrações

Eu vi que esse pessoal aí alugou essa lancha no Vieux Port de Marselha pra dar um rolê. Não sei porquê mas tenho certeza que tem uma melancia escondida bem ali atrás daquele descamisado.

 

Você finalmente programou sua viagem pra França. Uhlalá! Aí começam aquelas questões existenciais:

O que fazer na França? Qual cidade escolher, qual região visitar, qual museu vale a pena ver, em qual castelo entrar, vale a pena fazer uma degustação de vinhos ou visitar algum vinhedo? Caso ou compro um camembert?

Com tanta coisa pra fazer em tão pouco tempo, é difícil escolher entre as várias opções de passeios e atrações!

 

Se você está precisando de idéias para decidir, eu achei esse sistema da Viator bem legal. Acho que vale dar uma olhada, pois tem várias opções que você pode ver ou pesquisar:

 

Ou se você quiser ler minha humilde opinião sobre algumas coisas que eu já fiz, é só clicar aqui:

 

Tem alguma dúvida sobre algum passeio ou atração? Deixe um comentário aí embaixo, que eu ou algum outro leitor do blog tentaremos ajudar!

 

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